O Crêpe

Além de charmoso, o crêpe atrai sorte e riqueza, desde a idade média
um dos pratos mais populares da culinária francesa, nasceu em Saint Germain dês Près, à margem esquerda do Rio Sena.
Na França, o crêpe é uma grande
mania nacional, consumido por gente
de todas as idades em qualquer época do ano.
Soube-se que na Idade Média, os camponeses franceses, em muitas regiões, tinham o costume de deixar um crêpe aberto na cozinha para trazer sorte e afastar a fome.
Entre os camponeses normandos, também apreciadores desse alimento, o hábito envolvia até o Senhor Feudal.
Eles se apresentavam aos donos das terras com uma moeda de prata em uma das mãos e na outra um crêpe.
Um deles era escolhido para jogar
o crêpe para o ar. se caísse aberto, todos eram beneficiados com a redução dos impostos sobre a colheita daquele ano.
Os camponeses passaram a associar
O crêpe à fartura e à bonança.

O Fondue

O foundue não é uma refeição, é uma confraternização. As pessoas se reúnem
em torno de uma pequena panela cheia
de óleo borbulhante e são felizes.
O foundue de carne é mais alegre
do que o de queijo, neste a panela
fica cheia de queijo derretido quente
o qual você mergulha pedaços de pão,
enquanto que no de carne você deixa
os pedaços de filé fritando no óleo,
espetados na ponta de garfos compridos,
e os garfos ficam ali em divertido
congresso dentro do óleo, cada um esperando o seu dono vir pegá-lo, pegar o garfo errado e ouvir protestos gerais, deixar cair a carne e depois tentar pesca-la do fundo da panela – enfim, não há compustura que resista.
Recomenda-se o foundue para
jantares formais que logo ficam informais,
para conferências de cúpulas entre
o Oriente e o Ocidente e para casais
brigados que querem fazer as pazes.
Neste caso é preciso haver um firme desejo de paz, senão pode dar confusão com os garfinhos, outra briga e cuidado o óleo fervendo!

Luis Fernando Veríssimo